segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Isabella Taviani volta a Sampa


A cantora e compositora Isabella Taviani, volta a São Paulo na próxima quarta (13), no Theatro Net São Paulo para lançar o seu mais novo trabalho, o DVD Raio-X, gravado no Rio de Janeiro, na Casa Imperador, com participações de Elba Ramalho, Zélia Duncan, Moska, Myllena.

Em seu repertório estão as inéditas "Se Assim for", "Ao Telefone", "Queria ver Você no Meu Lugar", em que a cantora faz dueto com Zélia Duncan, "Diga Sim", "Luxuria" e "Foto Polaroid".


Serão duas apresentações no Theatro Net São Paulo
Dia 13 de agosto (quarta-feira)
19h e 21h.

Shopping Vila Olimpia – 5º andar – Rua Olimpiadas 360

Texto e Fotos: Riziane Otoni

domingo, 10 de agosto de 2014

Cinderella no Teatro Bradesco

No último sábado (10) estreou o musical “Cinderella”, no Teatro Bradesco. O espetáculo é baseado no conto original do livro dos Irmãos Grimm, com adaptação de Billy Bond e Lilio Alonso.

Depois que Cinderella perde seu sapatinho de cristal no baile, o príncipe sai a procura da amada, e é nessa hora que acontece uma interação com o público. Os súditos escolhem algumas crianças na plateia para experimentarem o sapatinho, certamente não servirá em nenhum deles, a não ser em Cinderella.

O espetáculo é, sem dúvidas, uma das mais belas apresentações em cartaz em São Paulo, recheado de efeitos especiais como, neve, bolinhas de sabão, aromas, ilusionismo e muita fumaça.

Cinderella ficará em cartaz no Teatro Bradesco (Rua Turiassu, 2100 – 3º andar – Shopping Bourbon).
De 09 a 31 de agosto aos sábados e domingos às 16h.

www.teatrobradesco.com.br  

Texto e fotos: Riziane Otoni

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Angela Ro Ro e seus 30 anos de sucessos

Angela Ro Ro. Foto: Divulgação
É muito difícil encontrar por ai um fã clube de Angela Ro Ro fazendo escândalos em plateias, ou declarando amores pela cantora em todo canto. Confesso que não sei a razão disso, talvez seja pela proximidade que Ro Ro mantém com seu público. Isso é possível notar no show, ela e o público parecem a mesma coisa. E isso evita a tietagem, mas não é um ato proposital da cantora, vem de seu impecável comportamento artístico. Ro Ro encheu a Caixa Cultural de São Paulo no último final de semana, em três dias de shows gratuitos, cantando seus 30 anos de sucessos.


Uma plateia mista, de crianças à idosos. Uma senhora, de cabelos esbranquiçados dizia ter ido apenas para ver como ela estava depois de emagrecer e largar as "porcarias". Para uma artista irreverente, público irreverente!

Quase um stand up comedy... Ro Ro conversa como uma contadora de histórias, picantes e divinas... ou divinas picantes! No modesto salão, que improvisa um auditório, na Caixa Cultural, não caberia seu belo piano. Angela não deu descanso à voz e arriscou o francês em "Ne Me Quitte Pas", além de cantar faixas do seu último lançamento "Feliz da Vida", pela Biscoito Fino.


Angela começou sua carreira tarde, mas já acumulou 30 anos na estrada, com um registro vocal único e inconfundível. Sua rouquidão que desliza nas terminações dos versos quase que beira a beleza de um toca discos. Ro Ro é um dos trunfos da música popular brasileira, por trazer baladas a uma era de banalização musical. Ou talvez, de uma despopularização musical.



Na companhia do maestro Ricardo Mac Cord, a cantora ainda sapecou a obra prima "Amor, Meu Grande Amor" e "Fogueira", de sua autoria, sem perder a oportunidade de homenagear Maria Bethânia, que adotou a canção.

Angela Ro Ro. Foto: Nyldo Moreira


O último projeto de Ro Ro está no Canal Brasil, com o programa "Nas Ondas da Ro Ro", que conta com grandes nomes da música brasileira.

Como qualquer artista, ela depende do apoio de patrocinadores para permanecer firme na zona musical. Sim, zona no sentido de zona!!! Com os financiamentos cada vez mais oprimidos, muitos artistas estão deixando de lado a mais nobre opção de realizar shows. Encontrar Ro Ro num palco é como poder "trepar" ao som de Mozart... sei lá, talvez ela resumisse as coisas assim. Quis escrever esse trecho como ela diria num espetáculo.


"Feliz da Vida", seu último álbum reúne uma gama bacana de artistas, que até parecem heterogêneos. Mas, na companhia de Ro Ro qualquer coisa torna-se homogênea!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Maria Bethânia em 'Meus Quintais'

Não é surpresa alguma dizer que Maria Bethânia deixou seu toque interiorano num álbum. Apesar de viver numa grande cidade, a intérprete carrega a marca brejeira de suas raízes, o sotaque poético santamarense e agora cerca seus quintais com sons da melodia baiana. "Meus Quintais" é o título do último álbum lançado por Bethânia, pela gravadora Biscoito Fino, sem abrir mão das composições de Chico César, Roque Ferreira, Paulo Cesar Pinheiro, Adriana Calcanhoto, Tom Jobim e Dori Caymmi.
Maria Betânia. Foto: Divulgação

É quase que como uma menina lambuzando aos mãos de terra lá no fundo do quintal, quase à perder-se das vistas de sua mãe. E volta feliz, limpando as mãos na fina lã da calça, que protege do sereno do recôncavo, e recebendo um piscar conivente dos olhos e o sorriso de dobrar bochechas dessa mãe, que estirava-se na cadeira de balanço na varanda apenas para vigiar a filha. Uma longa sensação, essa que há de sentir ao ouvir "Meus Quintais".

Não há como ser tão técnico para falar de poesia, e Bethânia jamais poupou a poesia em seus trabalhos. Sobretudo agora, que desfia seus quintais. O álbum é muito íntimo, mas é um registro escancarado da doçura de uma artista baiana Enquanto desabrocham as faixas do CD, é possível deixar levar-se pelas canções e até mesmo notar a sensação de um anoitecer à luz do candeeiro sobreposto naquela mesma varanda, em que a mãe espreitava a volta de sua filha. Desta vez com a silhueta do coque branco de Canô repousado no ombro de sua menina.

Diante da petrificação das metrópoles, em que a extinção dos quintais dão lugar ao aperto dos casebres contemporâneos, a artista revela a imensidão de infâncias, sob a regência de sublimes composições, que cabem em seu preservado quintal. Como era em Santo Amaro!

Eu já estive naquele quintal de paredes brancas e janelas de madeira azul, sob os fachos do sol imperante no céu de Santo Amaro. Já estive no quintal das giras musicais, da voz fina e de acalanto de mãe Canô, da irmandade de Bethânia e Caetano, das poesias de Mabel, do cuidado de Irene, da preocupação de Bob e Rodrigo, do cheiro da comida de Clara e da saudade de Nicinha. O saudoso quintal de Santo Amaro, da casa de mãe Canô, ainda existe. Ao começar a ouvir o álbum "Meus Quintais" foi ele que veio aos meus olhos, sob as gargalhadas da família Veloso.

Uma reunião de caboclos é chamada e exaltada por Bethânia neste álbum, enquanto batucadas e violas parecem permitir que garças também participem da cantoria. É uma música quase espiritual, é um vibrato que resvala no insubstituível prato de Dona Edith, que jamais faltará nas criações de Maria Bethânia.

No disco há saudade, emoção, carinho, amor, raça, algo pueril, lágrimas e sorrisos... árvores chorando ao apanhar do vento, derramando galhos e folhas nos chãos daqueles inesquecíveis quintais, em que nós e Bethânia já pisoteamos no passado.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Elba Ramalho e Geraldo Azevedo no Theatro NET SP


O Theatro NET SP abre as portas novamente para um grande espetáculo, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo em “Um Encontro Inesquecível”. Os  parceiros de longa data cantam os seus maiores sucessos, “Chão de Giz”, “De Volta pro Aconchego” e “Você se Lembra” ...

No palco, Geraldo lembra que Elba é a cantora que mais gravou suas músicas, os artistas gravaram 3 discos juntos e já se apresentaram em todo o País e no exterior.

O show terá apresentações nos dias 24 e 25 de julho.

Theatro Net SP
Rua das Olimpiadas, 360 – Shoppingo Vila Olimpia

Ingresso: R$ 50,00 a R$ 180,00

Texto e fotos: Riziane Otoni

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Gilberto Gil inaugura teatro em São Paulo

O mais novo teatro de São Paulo, o  Theatro NET SP, localizado no Shopping Vila Olímpia, abre as portas com um show imperdível do cantor Gilberto Gil, o “Gilbertos Samba”.

O espetáculo é uma homenagem a João Gilberto, com um repertório a altura. Nele estão: “Desafinado", "O Pato", "Desde que samba é samba", "Eu vim da Bahia",  e muitos outros sucessos da Bossa Nova.

Nesta segunda (21), Gil fez um show para convidados. Estavam na plateia o artista internacional Willem Dafoe e o bailarino Mikhail Baryshnikov. Também marcaram presença a atriz Bruna Lombardi, Marina Person, as cantoras Gal Costa e Gaby Amarantos, a atriz global Leona Cavallini, o cantor e compositor Arnaldo Antunes e o senador Eduardo Suplicy.

Gil veio acompanhado de Domenico Lancelotti, Maestrinho e Bem Gil, com produção musical de Moreno Veloso e Bem Gil.



Texto e fotos: Riziane Otoni

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Disney Live! Show de Talentos do Mickey


Disney Live volta ao Brasil com um novo espetáculo, o "Show de Talentos do Mickey". Os personagens Minnie, Donald e Pateta embarcam no fantástico ônibus do Mickey à procura de talentos e pelo caminho encontram Cinderela e as irmãs malvadas, Woody e seus amigos do Toy Story e o Tigrão.

O espetáculo incluí a participação do público, e convida as crianças para cantarem com a Cinderela, pularem com o animado Tigrão e  ainda a subirem ao palco para completar o show.

O "Show de Talentos do Mickey" é um daqueles musicais perfeitos para a família, todo mundo está convidado a interagir e a embarcar junto nesse ônibus de estrelas. A turnê estará em cartaz na capital paulista, no Teatro Bradesco, entre 16 e 30 de julho. Em seguida em Salvador.

Texto de Riziane Otoni

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Franz Keppler em suas delirantes influências

A Suíte Número 1, de Bach, queima as cerdas do cello como um dedo raspando uma vulva em calorosas brasas... a licença poética, dura, saiu da mesma catarse de Franz Keppler. Na presença do vinho e da Suíte de Bach o autor construiu mais uma de suas obras primas - "Só entre Nós" - um triângulo amoroso desenhado à lápis carvão, permitindo-se borrar pela delicadeza de um sopro.

"Só entre Nós" é mais uma das peças cravejadas de sequelas psicológicas, fiel marca de Keppler. Quando tudo começa uma angústia consome toda a mente, um vazio parece emburrecer e a inquietude estala nossa íris, como a de uma câmera que tenta dar close na presa. É assim que resumo o sentimento ao início de um texto "keppleriniano"... uma dor que vai sendo medicada e desatinada ao senso poético da prosa.

Para contemplar com mais fervor o véu cálido do texto, o autor jorra com um tiro pinçadas de Caio Fernando Abreu e deixa ao fundo o ruído hipnotizante de Bach. Seus textos parecem não amanhecer... eles aparentam dor, solidão, medo... e nós, no conjunto de público, tentando resolver com a impotência da angústia. Isso tudo, pra mim, é de uma beleza imensurável!


O triângulo amoroso da história geme as dores de uma possível solidão, a permissão de uma vida incomum aos dogmas do amor... a fuga do vazio e um jato de lembranças. O amor de dois homens á volta de uma mulher são como cravos e canelas num chá, que aromatizam um encontro para tomarmos anis. Essa loucura de Keppler, quase incompreensível, me fascina. Dois homens e uma mulher, encontram nas suas histórias um bom motivo para revisitar as próprias vidas e entrelaçá-las, causando dependência uma da outra, vivendo como se fosse o sangue do outro.

A prosa dura, como se fosse recitada por soldados, calçam uma beleza retrógrada... como um encontro de generais russos que solfejam flores uns para os outros. Joca Andreazza é o regente dessa prosa, o diretor do betume cheiroso e sem cor alguma... belo pela singularidade e simplicidade do conjunto da obra. Joca é um rebocador da genialidade de Keppler, é um Rodin de uma argila pronta para ganhar forma. Ele da o som, a forma e o movimento!

Marcia Nemer-Jentzsch, Ricardo Henrique e Tiago Martelli encenam o triangulo, ponteando cada extremidade com o cume de suas delicadezas cênicas. Eles agregam doce e amargo numa mistura homogênea... o trabalho de direção é claramente visível, um ator depende do outro para a história de seus personagens, é lindo! Marcia tem a voz, Ricardo tem o timbre e Tiago tem o tom... Marcia tem a forma, Ricardo os passos e Tiago o olhar. Cada um recita o outro, como se estilhaçassem o próprio coração, dissecassem as veias.

A iluminação de André Lemes circula com afago as histórias e Ricardo Gali desenha bem esse circulo com um trabalho invencível de preparação corporal... os corpos exaurem a própria mente artística do trio. Tiago parece embebedado pelo texto e exauri um hipnotismo na vermelhidão azulada de seu olhar. Marcia não poupa o tronco e deixa passar com força pela pele branca e escorrer da boca um som tão belo, que ela deve chamar de voz. Ricardo tira das barbas o que Aquiles arranjava do tendão, a força e a violência dos atos combinados de recitar e caminhar com as palavras.

As loucuras poéticas e tônicas de Franz Keppler são um brilho para o teatro contemporâneo, que caminha entre o ontem e o hoje sem ridicularizar a arte!

"Só entre Nós" está em cartaz até 15 de Julho no Espaço Beta, do Sesc Consolação, em São Paulo. Em dias e horário formidáveis - Segundas e Terças, às 20h.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

“Abandonados Por Você” traz o bom humor para um desastre nupcial


Duas noivas abandonadas. Um noivo abandonado e um padrinho. Personagens do texto, um tanto clichê, mas muito bem humorado, de Pablo Diego, sob a direção de Tiago Pessoa e André Di Paulo. “Abandonados Por Você” encerrou suas apresentações no domingo (29), em São Paulo, mas voltam em Agosto para confrontar o típico combate de ideias entre homens e mulheres.

O roteiro é quase um recorte hollywoodiano, daqueles filmes de casamento que acabam em Las Vegas. Duas noivas, amigas, são abandonadas pelos noivos. Um noivo, que nada tem a ver com as abandonadas, compartilha da coincidente infelicidade, mas conta com a companhia de um padrinho machista e bon vivant. Um elevador engrenado é o cenário do encontro destes casais ameaçados pela atual onda da pegação e solteirice. Mas, seus destinos serão alterados pela própria contradição!

Pablo Diego esboça relações muito próximas ao que vemos nas discussões públicas, nas ruas e na literatura, inclusive embaixo do nosso nariz. O épico confronto entre homens e mulheres não apresenta novidade no texto,  mas pinça ótimas frases e deixa nas mãos dos diretores um ótimo jogo de cenas. A compartilhada direção de André Di Paulo e Tiago Pessoa desenha muito bem a proposta do autor, e sintetiza um pouco de cada cotidiano sobre o palco, permitindo aos atores um saboroso encontro de palavras e movimentos cômicos.
Paulo Tardivo, que interpreta o noivo abandonado, já foi mais feliz no palco, o texto quase pobre de seu personagem ajuda a engessá-lo ainda mais, e vende seu talento para uma imprecisão artística e pouco destaque, mas ele ainda sai bem dessa enrascada. De qualquer forma ele demonstra pertencer ao palco. Thalyta Medeiros, a noiva traída, interpreta um diálogo de dondoca, cansativo e pouco humorado. A dicção, movimentação e execução são bem razoáveis, pouco para um artista de palco. O trunfo fica nas mãos de Félix Graça, o padrinho, e Vivian Nagura, a outra noiva abandonada. Félix usa muito bem o corpo, a voz e o talento. Ganha o público com bom humor e desliza bem num bom texto. A graça transpassa o próprio sobrenome do ator. Vivian utiliza um sotaque pitoresco do interior paulista, um pouco exagerado, mas permissível para ganhar um texto que vaza comicidade. Ela é o texto! Os dois equilibram um espetáculo de assunto inesgotável.

Cenário e iluminação são pontuais e bem desenhados. O espetáculo ganhou sala nobre no Teatro Augusta e o público parece gostar, inclusive entrando na peça. Em dado momento, o público participa das cenas em uma perigosa inserção. Trabalhar com outras pessoas sobre o palco é um grande risco para o texto. Este trecho é um capítulo desnecessário da história, uma embromada um tanto caricata. Esse ponto contribuí para que o texto tenha um ar de algum comum sitcom.  Mas, a plateia parece gostar!


“Abandonados Por Você” encerrou suas apresentações em São Paulo, mas volta em Agosto para o Teatro Augusta!

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Filipe Catto canta Cássia Eller

Entre os dias 4 e 6, o Sesc Vila Mariana apresentou o show de Filipe Catto cantando Cássia Eller. Houve a participação da percussionista Lan Lan, que tocou com a cantora durante anos.

O show foi espetacular e emocionante, Catto cantou com todo o seu profissionalismo sem deixar o seu lado “garoto”. Quando a percussionista Lan Lan subiu ao palco a plateia foi ao delírio.

Entre outras canções, estavam no repertório: "E.C.T.", "Eu Queria Ser Cassia Eller", "Por Enquanto", "Relicário"e "Rubens" (que o cantor ofereceu ao  Deputado Federal Jean Wyllys).

Catto encerrou o show ao som de "Malandragem", deixando o público ainda mais insaciável.
Texto de Riziane Otoni.